Uma viagem de 6 anos! Muitos lugares explorados!

Acredito muito que a vida é feita de parcerias, que temos muito mais a ganhar quando nos damos as mãos do que quando caminhamos sozinhos. E é através dessa minha crença de amizade e cooperação, que tenho a satisfação e a alegria de apresentar hoje para vocês a minha mais nova parceira e colaboradora no site: minha querida amiga Mariah Silva! Ela que já viajou pelos seis continentes, conheceu vários países durante os 6 anos que se dedicou a por o pé na estrada. Ela vem para contribuir com a coluna sobre Viagens no Lu Ribeiro, e para isso know how e vivência ela tem de sobra. Abaixo ela conta um pouco sobre a sua aventura pelo mundo e em breve ela estará compartilhando suas experiências aqui no site. A cada participação um lugar diferente, trazendo dicas variadas para vocês. Espero que gostem!!!!

“Seis anos é muito tempo na estrada. Seis anos vivendo com uma mochila, sem casa ou endereço permanente. Minha aventura pelo mundo seria de apenas um ano, pelo menos era isso que estava no papel junto com uma lista interminável de coisas que deveria fazer para que isso acontecesse.Minha curiosidade pelo mundo começou em 2005 quando fui estudar na Inglaterra. Uma menina do interior do Paraná, estudante de jornalismo, 20 anos com maturidade de 15, de repente se viu num país totalmente diferente. Eu era oficialmente mais uma cidadã de uma das cidades mais multiculturais do mundo.

Até então a minha vida seguia o fluxo normal do resto da população mundial. Voltei ao Brasil depois de três anos. Mudei para São Paulo para fazer faculdade de Marketing. Poucos dias antes da minha formatura, circunstâncias da vida, uma conversa de bar e rabiscos no guardanapo se transformaram numa ideia completamente inesperada. A ideia de viajar o mundo.
Transformar a ideia de viajar para realmente colocar o plano em ação pode ser assustador. Há muito a considerar e muitas opções a serem feitas.
Eu acho que muitas pessoas ficam presas na fase entre decidir viajar e realmente fazer isso acontecer, porque há tanto a considerar quando você está tentando transformar um conceito abstrato em uma realidade.

Mas, depois que você está na estrada, você percebe que é muito mais comum que você imaginava e que todos os dias pessoas levantam e saem pela porta para viajar pelo mundo. E sobrevivemos. Toda essa preocupação e medo antes de dar o ponta pé inicial fica esquecida. Fica esquecida junto com a pessoa que você era quando começou.

Com 27 anos explorava todo o continente asiático, que é até hoje um dos meus favoritos. Nadei com tubarão baleia nas Filipinas, conheci o dragão de Komodo na Indonésia, morei em vilarejos na Tailândia, brinquei com crianças no Camboja, me aventurei nas dunas do Vietnã, visitei Myanmar no ano que o país abriu as portas para o turismo. Tudo isso antes mesmo de compartilhar minhas aventuras nas redes sociais. Lembro como era diferente quando viajava com minha câmera e um laptop para escrever no blog. Como era viajar sem Google Maps ou Instagram. Sinceramente, hoje penso que tive sorte de ter tido essa experiência.

Só depois de alguns anos de estrada resolvi criar uma conta no Instagram que leva o mesmo nome do blog: Everyday Somewhere. Hoje com quase 40 mil seguidores.

 

Aos 30 completei os 6 continentes. A vontade de viajar continuava cada vez mais forte. Cada porta que você abre te leva a milhares de outras. Como que seria impossível eu morar em apenas um lugar depois de ter visto tudo isso? A experiência de caminhar numa geleira na Nova Zelândia, fazer um safari na África, morar com uma família numa ilha do Pacífico. De dormir num país, almoçar em outro e acabar a noite conversando com um senhor local contando sobre a chuva do dia anterior. Isso aconteceu muitas vezes!! A constante sensação que sou do tamanho de um grão de areia movendo de um lado para o outro, e o que mais importa é o presente. É viver aquilo que meus olhos podem ver.

E para celebrar esses seis anos de viagem, eu decidi compartilhar seis lições que aprendi viajando pelo mundo. Quem sabe algumas dessas dicas inspire você a fazer das suas viagens uma prioridade em sua vida.

1 – Perspectiva

A beleza de viajar ao redor do mundo é que permite que você obtenha altitude. Não, não falo na altitude do avião. Quero dizer da visão panorâmica que você tem das coisas, para ver as várias maneiras pelas quais as culturas se misturam ou colidem uns com os outros e como os diferentes fluxos da história moldam as estruturas sociais de cada país em seus respectivos lugares. Você percebe que muito do que você acreditava ser único em seu país de origem é geralmente universal e que o que você pensava ser universal é muitas vezes específico do seu país de origem. Você percebe que os seres humanos são, em geral, os mesmos, com as mesmas necessidades, os mesmos desejos e os mesmos distúrbios terríveis que infelizmente os colocam uns contra os outros. Você percebe que, não importa o quanto você vê ou o quanto você aprende sobre o mundo, sempre há mais – que com cada novo destino descoberto, você se torna consciente de uma dúzia de outros, e com cada novo conhecimento obtido, você só se torna mais consciente do quanto você realmente não sabe.

2 – Paciência

Aprendi que há coisas que não podem ser controladas. Muitas vezes numa viagem você não pode fazer nada além de sentar e esperar por um transporte que deu problema, por uma situação que está fora do seu controle ou porque os seus planos não deram certo por causa do tempo. Aprendi (pode parecer clichê) que a vida é curta demais para ficar irritada. E que em muitas situações a melhor solução é respirar com calma e deixar passar. E vai por mim, muitos desses momentos durante uma viagem te levam a ter novas experiências ainda mais incríveis.

3 – Ria de si mesmo

Você definitivamente se sentirá como um tolo muitas vezes ao viajar para lugares novos. Em vez de ficar envergonhado, ria de si mesmo. Não tenha medo de errar, e não leve a vida tão a sério. Quantas vezes me comuniquei apenas com mimica em lugares remotos ou que pedi um prato de comida que tinha absoluta certeza ser outra coisa. Lembro uma vez que um ônibus inteiro cheio de guatemaltecos riam quando eu forcei o motorista parar para que eu pudesse fazer xixi com urgência no lado da estrada. Voltando ao ônibus acabei rindo com eles e ganhei novos amigos para o resto da viagem. Deixe que riam de você! As pessoas locais adoram quando você se deixa estar vulnerável. Não tenha medo de se comunicar se você não fala o idioma, o inglês básico é falado amplamente em todo o mundo, por isso é mais fácil comunicar do que você pensa, especialmente quando você combina gestos de mãos e linguagem corporal. Aprenda com quem vive no país que está visitando, as pessoas enriquecem suas viagens mais do que os lugares.

4 – Observe a vida diária

Se você realmente quiser sentir o pulso de um lugar, eu recomendo passar algumas horas sentado em um parque ou em uma rua movimentada, observando a vida local acontecer na sua frente. É um dos meus programas preferidos quando viajo. Ver como as senhoras fofocam na praça de um país até então fechado para o turismo como Burma, e perceber que elas fazem gestos e dão gargalhas parecidas com as senhoras na praça em qualquer vilarejo no Brasil.
É interessante ver o quão semelhantes somos: agora tenho orgulho de dizer que conheci pessoas por todos os lados, budistas, muçulmanos, hindus e cristãos, para não mencionar pessoas com todas as cores da pele imagináveis. No entanto, quando eu me sento para conversar com todos, essas pessoas compartilham, brincam, abraçam e choram as mesmas coisas – eu realmente percebo que todos nós viemos do mesmo lugar, e não somos tão diferentes, afinal. Portanto, desacelere o seu pensamento e preste muita atenção aos detalhes ao seu redor. Os cheiros, as cores, as interações humanas e os sons. É uma espécie de meditação – e você verá coisas que você nunca notou antes.

5 – Se perca de propósito

Se você quer ver as partes da cidade onde pessoas reais vivem e trabalham, você precisa visitá-las. A melhor maneira de fazer isso é a pé – sem saber exatamente para onde você está indo. Anote o nome do seu hotel para que você possa pegar um táxi de volta se necessário, então escolha uma direção e comece a andar. Se perca. Se perder nos dias de hoje é muito mais agradável quando você sabe que em qualquer imprevisto você poderá consultar o seu Google Maps.

6 – Desacelere

Por favor, não tente colocar 6 países em 6 semanas de viagem. Todas as coisas boas acontecem quando você realmente toma o tempo para explorar. Você aprenderá sobre atividades que não estão em seu guia e conhecer pessoas que estão ansiosas para mostrar o seu país. Até mesmo aprender sobre sua própria cultura tão longe de casa. Isso aconteceu comigo em uma conversa com um senhor indiano em Kerala, no sul da Índia, que era apaixonado pela nossa cultura. Posso dizer honestamente que nenhuma das minhas melhores experiências de viagem aconteceram nos primeiros dias de chegada a algum lugar. Gaste mais tempo nos menos lugares, procure lugares interessantes e incomuns que não vejam muito turismo. Muitas experiências de viagem memoráveis ​​me aconteceram em áreas que não são fáceis de visitar. Não descarte outros lugares apenas porque eles não estão na trilha turística.”

Por Mariah Silva

Instagram: @everydaysomewhere

Blog: http://www.everydaysomewhere.com/

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