Da Série: Empreendoras/Mãezonas/Mulheres Lindas!

Quanto mais o tempo passa mais eu tenho a certeza desse trabalho que estou fazendo porque a cada história que ouço e depois escrevo é um aprendizado e uma troca muito grande! E a história de hoje conta a vida de uma mulher que começou a sua família muito cedo, mas que não deixou se abater pelas dificuldades e hoje é uma profissional de sucesso e uma grande mãe!

Conheço a Analucia há mais de 20 anos quando eu ia na sua loja comprar os produtos da Racco. Ela sempre linda, simpática e alto astral, nessa época ela tinha uma distribuidora da marca. O tempo passou e a gente ficou muito tempo sem se ver, até que um dia acompanhando minha “timeline” do Facebook vi um post da Ana e falei: “preciso contar a história dessa mulher!”

 

Entrei em contato com a Ana e começamos a conversar pelo “Whatsapp” e devido a nossas agendas não conseguimos nos encontrar pessoalmente, porém nossas conversas de “whats” foram intensas! Nos emocionamos muito ao lembrar das nossas mães que já se foram… e assim eu fiquei sabendo mais sobre a história dessa mulher forte, mãezona e empreendedora! Acompanhe…

 

“Eu casei muito nova, aos 16 anos, e nessa época já estava grávida do meu primeiro filho que nasceu quando eu tinha 17 anos. E nessa época, da minha adolescência, eu tinha o sonho de fazer a faculdade de Engenharia Civil e até tive oportunidade de ir morar com uma tia que vivia em São Paulo para estudar lá, porém tive que deixar esse sonho para trás e mudei os rumos da minha vida.

Com os filhos Luana e Cassiano.

No começo do casamento foi muito difícil, pois não tínhamos condições de nos manter sozinhos e tivemos que morar um tempo com meus pais, outras vezes com os meus sogros. E eu não tinha como trabalhar fora, pois tinha que cuidar do meu filho pequeno, até que na minha vida apareceu a Racco que estava iniciando suas atividades e dava a oportunidade para promotoras de vendas.

Eu iniciei a minha vida profissional na Racco e acabei construindo tudo que tenho na vida através desse meu trabalho. A Racco é uma empresa que me deu muitas oportunidades e durante 9 anos eu trabalhei como promotora da empresa através de um centro de distribuição. Essa empresa sempre me deu muita liberdade para eu desenvolver o meu trabalho e também para me desenvolver como profissional.

Nesses 9 anos trabalhei muito atendendo a cidade de Pato Branco e a microrregião, trabalhei muito porque meu sonho era ter minha independência financeira e ter a minha casa própria! Me agarrei com unhas dentes a esse trabalho para poder realizar meus sonhos e me dediquei, dei o meu máximo e a empresa começou a me enxergar!

Mas, o que mais me motivou a ficar nesse negócio que estou há mais de 30 anos, foi o fato de que eu poderia ajudar outras pessoas a realizar os seus sonhos e a se desenvolverem profissionalmente. E quanto mais elas chegavam próximo dos seus sonhos eu também conquistava os meus, era uma via de mão dupla.

Eu lembro que em uma das reuniões, quando trocávamos informações, sonhos e objetivos apareceu uma mulher… O meu sonho era grande, era ter uma casa! Essa senhora já tinha uma casa, porém o seu maior sonho era poder usar sapato de salto alto! Para mim aquilo parecia um sonho tão simples, porém naquela época não era toda mulher que usava salto, que podia se permitir usar um salto… Mas, o trabalho dela como consultora, além de dar condições financeiras de comprar um sapato de salto, também dava segurança para ela poder usar esse salto, pois ela era uma consultora Racco e ela se sentia especial e importante com esse trabalho. Cada vez mais, esse trabalho me impulsionava a seguir além porque eu queria ajudar as pessoas a serem fortes, determinadas… Sempre acreditei que tudo dependia de mim, do meu empenho, do meu esforço, da minha força… eu tenho isso muito convicto dentro de mim.

Sempre fui autônoma então o resultado do meu sucesso foi fruto de um trabalho duro. Eu desenvolvi um trabalho de liderança muito importante dentro da Racco, já que eu trabalhava na região inteira coordenando e motivando pessoas e a empresa enxergou isso! Eu recebi muitos prêmios, troféus, viagens conforme eu produzia. Aí eu fui convidada para ser diretora regional de Santa Catarina em Florianópolis, aceitei o desafio, mas logo após veio outra proposta que era o que eu mais queria: ser diretora regional nas cidades que eu já atuava. Eu sempre fui atrás do que eu sonhava e as coisas conspiravam ao meu favor. Então há 21 anos trabalho como diretora regional de uma parte do Paraná e Oeste de Santa Catarina.

Nesse tempo dei oportunidade para muitas pessoas se tornarem distribuidoras como eu fui, desbravei cidades maiores, viajava sozinha, e a regional de Pato Branco começou a se destacar no Brasil, ficou muito forte desenvolvendo muitos líderes importantes, foi um trabalho muito gratificante. Eu gosto muito do que eu faço.

Em 2004 eu fui fazer a minha primeira faculdade, a de administração de empresas. Me encontrei!!! Porém, foi um desafio muito grande já que era um curso de 4 anos e presencial. Quando consegui me formar foi uma vitória! E eu pude entregar isso de presente para os meus pais, já que eu era a primeira filha formada em um curso superior. E isso também serviu de exemplo para os meus filhos: que existem sacrifícios na vida mas que valem à pena!

Meus filhos se chamam Cassiano de 33 anos e Luana de 26 anos, já sou vovó e isso foi muito especial na minha vida. A minha essência sempre foi a mesma tanto no trabalho como em casa, pois eu respiro meu trabalho dia e noite, e sempre envolvi muito a minha família em tudo o que eu fazia. Como eu tinha liberdade e flexibilidade de horários eu sempre procurava me manter presente, porém nos períodos de ausência por causa da viagem era o pai dos meus filhos que dava todo suporte a eles. Hoje eu vivo em um novo relacionamento, porém o respeito e carinho são sentimentos presentes no meu coração.

Sou uma pessoa que não gosta de ficar sozinha, eu gosto de gente, eu preciso de gente para ouvir para falar, para trocar ideias… Porém, existem momentos que eu gosto de aconchego e como atualmente não moro mais em Pato Branco, quando volto para lá gosto de ficar bem quietinha assistindo filmes com a minha filha. Eu falo com a minha filha todos os dias, não fico um dia sem falar com ela porque gosto de me fazer presente. Eu tenho uma ligação muito forte com a Luana, sei que ela veio na minha vida para me dar o aconchego de mãe. Ao mesmo tempo que ensino ela a ser forte, batalhadora independente, ela me acolhe para trocarmos aquele carinho de mãe e filha.

Meu filho Cassiano também mora em outra cidade e foi ele quem me deu o primeiro neto. Eu admiro muito meus filhos como seres humanos, nunca tive nenhum tipo de problema com eles. São pessoas boas, queridas, de bom coração e que desejam o bem ao próximo. Eu sempre apoiei eles nas escolhas de vida e permiti que eles fizessem as escolhas que os fizessem felizes.

Eu tive um momento muito difícil na minha vida que foi perder a minha mãe. A minha mãe teve um primeiro câncer que ela superou, foi uma guerreira, foi um grande exemplo para mim, assim como meu pai que veio de Portugal e encarou o desafio de tentar a vida em outro país. Minha mãe sempre foi muito caridosa, sempre se doou muito aos outros. Porém, 20 anos depois veio um segundo câncer que levou ela da gente. Mas, eu costumo dizer que eu ganhei 20 anos com ela desde o primeiro câncer e por mais que a minha vida foi muito corrida por causa do meu trabalho nos últimos 8 meses eu puder ficar com ela, cuidei dela e aproveitei esses últimos dias na sua presença.

Eu não gosto que as pessoas não gostem de mim, sei que isso é difícil, mas procuro fazer o meu máximo para que as pessoas levem um pouco do melhor que eu tenho para oferecer. Eu me sinto amada, respeitada, eu amo e respeito as pessoas.” Finaliza a Analucia.

“…Eu, com certeza, não poderia ter nascido de uma mãe melhor… é bem clichê, realmente. Mas o que minha mãe representa pra mim nenhuma palavra vai conseguir expressar. Ela me entende pelos olhares, pela minha voz, até pela minha maneira de escrever uma mensagem; ela me acolhe com o maior amor e carinho do mundo toda vez que ela retorna a Pato Branco; ela me escuta e me aconselha com muita sensibilidade e cuidado, porque sabe como sou frágil às vezes; ela se orgulha das minhas escolhas e dos meus passos, nem que sejam pequenos, sempre torceu pelo meu sucesso e pela minha felicidade; e acho que a melhor parte disso tudo é que ela nunca deixou de estar presente, mesmo estando longe… ela podia estar do outro lado do Brasil, mas ela sempre fez questão de estar aqui, de me ligar, me mandar mensagens, áudios, fotos, ligações de vídeo. Ela não sabe, mas tem noites que eu choro com o coração apertado de saudades dela, porque só o colo e a palavra dela me acalmam, me sinto segura no abraço da minha mãe. Ela é uma mulher maravilhosa, ninguém pode dizer ao contrário.” Trecho do depoimento da filha Luana, falando sobre a mãe.

 

 

“…Minha mamãe, Analúcia, a palavra mais fácil de exemplificar ela é AMOR. Quando uma pessoa conhece ela, já vê nos olhos o amor que ela tem pelo seu trabalho, e quem já a conhece a tempo sabe do amor que ela tem por sua vida, seus filhos, seu neto e toda sua família e amigos. Amor esse fez ter sucesso em praticamente tudo que faz e ter sempre pessoas ao seu redor lhe querendo o bem e tendo-a como exemplo de vida.

Isso tudo você nota em pouco tempo depois de conhece-la. Mas o que poucos sabem que todo esse sucesso sempre teve um preço. Meninota, ela teve que enfrentar o mundo, uma nova empresa e um sonho, uma condição melhor de vida para ela e sua família. Com um filho de colo, fazia inúmeras viagens de lotação, vendas de porta em porta, muito caminho percorrido, muitas noites longe de casa, na época sem ao menos uma ligação para dar um boa noite, ela abriu o peito e mostrou a todos que, sim ela venceria. E venceu. Hoje muito fácil, como em vários casos, falar que ela é uma mulher de sorte, o que eu também acho que é, pois sorte todos precisar ter, mas sucesso vem de trabalho, muita renúncia, saber apanhar e levantar. Isso é o que sempre vi na minha mãe, não desistir, não reclamar, levantar e fazer acontecer. Sempre ser honesto, tratar bem todas as pessoas, respeitar as diferenças, zelar pela família e manter a integridade.” Trecho do depoimento do filho Cassiano.

 

 

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