Da Série: Lindas Mulheres/Espiritualistas/Pelo Mundo a Fora

A história de vida que trago hoje fala de uma menina linda por fora e à medida que você vai conversando com ela e lendo sua história também vê que ela é linda por dentro e que diariamente está buscando evoluir como pessoa com a intenção de ajudar o mundo a ser um lugar melhor para si para e para os outros. Ela tem uma personalidade forte de uma sagitariana misturada com a doçura de quem busca seu autoconhecimento e seu lugar no mundo. Eu a conheço desde criança e pelo fato de nossas mães serem muito amigas, um pouco dela eu já sabia mesmo de longe. Ela viveu muitas experiências que foram transformadoras para a busca do Seu Eu interior… e ela continua assim: em evolução constante.

Amorina Spinardi Amorim nasceu em 29/11/88 em Curitiba e é filha de Edmilson e Irene Amorim e é irmã do Igor.

“Desde criança sempre tive uma personalidade muito forte, com dificuldades para aceitar ordem de qualquer “superior”, sejam pais ou professores. De alguma maneira, sempre quis fazer as coisas do meu jeito, nunca fui de aceitar a maneira que as coisas funcionavam, questionava tudo, gostava de aprontar na escola e dedicava o tempo mínimo necessário aos estudos e mesmo assim nunca reprovei. Sempre acreditei que inteligência vai muito além das notas escolares e os colegas os quais eu achava mais inteligentes eram as pessoas considerados mais “estranhas”, que liam livros aleatórios, tinham outros interesses e outras formas de conhecimento.

Nessa época também gostava de usar roupas masculinas porque achava muito mais descolado e moderno, coisa que na época absolutamente ninguém entendia. Sofri bullying, piadas, etc vindas inclusive de pais/adultos.

Brincava mais na rua do que de bonecas, mas minha atividade preferida da infância sempre foi desenhar, passava a tarde inteira, às vezes a madrugada desenhando. Só pedia papel e lápis de cor de aniversário e Natal. Minha alma sempre foi muito mais criativa e de “humanas” do que de exatas. Achava que trabalharia com desenho, mas quando cresci perdi a inspiração para isso e até hoje tento voltar a desenhar com facilidade como no passado.

Com o irmão Igor e a mãe Irene.

Tenho uma relação ótima com a minha família, hoje em dia sou mega caseira, estou sempre com eles e conversamos sobre tudo.
Mesmo na minha infância/adolescência dentro da minha “rebeldia” eu nunca precisei esconder nada deles porque sempre me deram total liberdade de fazer o que quisesse e ser quem eu quisesse. Nunca precisei fugir ou mentir. Falava quando ia na balada, a hora que voltava, contava quando bebia (coisa que não faço mais), contava todos os detalhes de quem estava e das situações que tinham acontecido. Sei que eles sempre confiaram e confiam muito em mim por isso. Somos super amigos, são pessoas que me abertas a conversar, discutir e sinto que evoluímos muito juntos.

Com o pai Edmilson e o pet da família.

Comecei minha carreira trabalhando como modelo na Ford Models de Curitiba, morava na cidade e também cursava jornalismo, em seguida tive a oportunidade de viajar para a Ásia (Tailândia) e quando voltei para o Brasil decidi ir para São Paulo.
Em São Paulo entrei na Ford Models de lá, mas foquei pouco na carreira porque estava com muita vontade de fazer faculdade. Me formei em Comunicação – Rádio e TV na FAAP, uma das melhores faculdades de SP, então sou comunicadora por formação.

Durante a faculdade trabalhei na área de marketing da marca Cori, depois na Revista JP e no site Glamurama. Depois que a faculdade terminou fiz vários cursos curtos em Londres, na Central Saint Martin uma escola super conceituada na área de moda, design e comunicação. Depois fui para Nova York estudar Negócios Internacionais, curso o qual eu detestava, não tinha nada a ver comigo porém, com esse curso eu poderia ter experiência de trabalho em várias empresas, trabalhei em um showroom de moda e em uma revista de artes e fotografia.

A ideia era experimentar de tudo para tentar me encontrar, de todas as maneiras possíveis. Até então eu nunca tinha tido um sonho de profissão, meus interesses sempre foram múltiplos, não nasci sonhando em ser engenheira, médica etc… sempre quis algo diferente e o caminho até começar a entender o que poderia ser foi conturbado, de muitas dúvidas, idas e vindas.

Nova York foi um importante ponto de transformação, onde minha vida mudou de fato e todas as mudanças vieram de uma vez só. Eu fui com a intenção de me descobrir e nessa viagem foi a primeira vez que eu “destruí” tudo que eu era e acreditava para me abrir para me alinhar ao meu propósito de vida.Tudo foi tão intenso que em apenas um dia mudei de alimentação e de foco. Foi como se alguém tivesse mesmo virado uma chave no meu cérebro.

Por exemplo, fui para lá com uma lista de hambúrgueres de carne que queria experimentar, logo no primeiro que experimentei entendi que nunca mais comeria carne na minha vida. No mesmo dia virei vegetariana.

Passei meses lá estudando e trabalhando. Depois das experiencias na área de moda e fotografia entendi que eu era sim formada em comunicação, mas não era daquela maneira que queria comunicar alguma coisa. Na minha última semana na cidade ficou claro que eu iria sim comunicar mas coisas que ressoassem com a minha alma e espírito. A questão da alimentação vegetariana me ajudou a entender a minha relação com os animais. Cresci tendo muita sensibilidade, preocupação e sempre tentei ajudar os que cruzaram o meu caminho, mas foi em NY que eu comecei a ver o quanto era possível ter um estilo de vida que causasse menos danos a eles.

Voltei para São Paulo em 2016 e decidi me estabelecer por lá porque estava viajando demais nos últimos anos e era a hora de construir uma base e sossegar (ou o que eu achava).
Aceitei a primeira oportunidade de emprego que apareceu e comecei a trabalhar cuidando das redes sociais de um app de beleza chamado Make You mas em poucos meses novamente ficou claro que aquele tipo de conteúdo não preenchia minha alma, eu não queria falar sobre maquiagem de marcas que testavam em animais e assuntos que eu não aprovava.Acabou sendo um ano hiper conturbado, um dos que menos gostei na vida, a vibração da cidade, as pessoas com quem estava me relacionando, as energias pesadas, absolutamente nada estava alinhado comigo.

Nesse período tenso eu comecei a me abrir ainda mais para a espiritualidade, comecei a mergulhar em documentários e livros sobre o tema. Sou católica (praticante) de criação mas senti um chamado para começar a aprender sobre diferentes religiões, espiritismo, budismo, hinduísmo, queria saber como outras culturas entendiam a vida e o universo.

Descobri o Yoga, mergulhei nesse Universo pelo qual me apaixonei, pratiquei por 1 ano “rigorosamente”, todas as manhãs e muitas vezes a noite, li “tudo” sobre o tema. Continuo amando, mas prático com menos intensidade.

Comecei a conhecer a passei por as mais diversas terapias holísticas de cura como tethahealing, radiestesia, tarot, astrologia, barra de access, reiki etc. Sempre tive muita certeza (para mim) de que os maiores problemas que passamos na Terra não são materiais e sim espirituais e energéticos. Temos a mania de separar corpo de energia/ espírito mas tudo é interligado. Sempre fui muito sensível para “ler” a energia das pessoas e de cara já consigo saber se ela é boa ou não.

Depois do ano difícil fui para Los Angeles visitar um amigo e naquela cidade senti uma energia totalmente nova e revigorante, nem era um lugar o qual eu sonhava em conhecer, mas foi lá que muitas coisas começaram a acontecer. O estilo de vida é muito mais livre, desperto, espiritual. Foi lá que pela primeira vez encontrei a minha tribo.

Lá tem muito do “mundo” que eu gosto, por exemplo o que a alimentação vegana é algo de fácil acesso e muito comum, alimentos orgânicos são fáceis de ser encontrados, as pessoas fazem muitas atividades ao ar livre, prezam pela natureza, as se vestem de maneira casual, não ligam em andar com roupa de academia, brinco que estão sempre indo para o Yoga ou saindo do Yoga. Meditação é uma pratica recorrente, existem escolas em e estúdios espalhados por toda cidade, organizam encontros na praia, nas montanhas, na rua em qualquer lugar para meditar. Celebram muito as luas, fazem festas de lua cheia.

Das lojas simples até as nas lojas mais chiques da cidade, sempre queimam/ ascendem Palo Santo ou Sálvia que é para espantar as energias ruins.
Todo mundo sabe e conversa sobre astrologia, (todo mundo mesmo, até pra você alugar um apartamento eles fazem essa pergunta), as pessoas jogam tarot ao ar livre, nos restaurantes e mesas nas ruas. Não dá pra generalizar mas tudo que eu citei é muito comum por lá, uma energia muito mística, isso me fez querer ficar na cidade.

Por causa de visto americado tive que ir e voltar algumas vezes, da última vez fiquei por um período maior e comecei a conhecer muitas pessoas e a trabalhar nas redes sociais com marcas que possuem os meios valores éticos que eu defendo.
Marcas de roupas, maquiagens, calçados, alimentos voltadas para esse estilo de vida.

O  meu maior hobby é viajar! Sou impulsionada por viagens, todas foram transformadoras e tiveram grande importância na minha evolução. A coisa que sagitariano mais ama fazer é viajar, todos amam, mas eu brinco que para sagitariano viajar é uma necessidade da alma. Não importa o destino, tendo uma passagem comprada para qualquer lugar a gente fica feliz.

Como boa sagitariana tenho muita energia para fazer exercícios, exercícios são outra paixão, estou sempre fazendo alguma coisa ou experimentando uma prática nova, não importa o lugar, pode ser chuva, neve, natal, dia do casamento, eu vou sempre tirar um tempo pra fazer exercícios.

Gosto de aventuras, quanto mais incomum for mais a chance de eu dizer sim.
Se me chamar para festa eu não vou, mas me chama para escalar uma montanha de madrugada que a resposta muito provavelmente será positiva.
Sou apaixonada pelo estilo saudável de verdade, algo que vá além do físico, saúde tanto para a mente quanto para o corpo. Estou sempre buscando tratamentos alternativos, atividades diferentes, lendo sobre esses assuntos e principal escutando o que meu corpo fala. E sim ele fala claramente, basta a gente ouvir, quando nós afiamos a nossa percepção conseguimos ouvir com clareza o que faz bem e o que de fato faz mal.

Hoje em dia sou adepta a alimentação vegana, acredito que o veganismo é um estilo de vida, um caminho, onde sempre temos o que aprender e o que melhorar. Não se vira vegano do dia para noite, é algo que pode até levar uma vida. São milhares de coisas que devemos e podemos mudar. (aguardem que vou escrever uma matéria especial sobre isso aqui no site!)

Eu já morei em muitos lugares, com muitas pessoas diferentes, devido também a tantas viagens, experiencias e transformações eu tenho milhões de histórias absurdas de coisas surreais que aconteceram na minha, que tranquilamente poderiam virar uma série de livros ou alguns roteiros de Hollywood. Acho que um dia até farei isso!

Hoje só posso dizer que tive que viver e sentir muita coisa na pele para poder me transformar e ter a cabeça que tenho hoje, me sinto orgulhosa da transformação interna, mas continuo buscando e me preocupando com a minha evolução, acho que a gente veio para esse Planeta para melhorar, é algo que faremos até o fim.

Minha mente está sempre a mil, tenho muitos projetos em mente porém, se contar não acontece!”

Fotos: Arquivo Pessoal.

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