Especial Dia dos Namorados: A Superação através do Amor!

Hoje é o Dia dos Namorados e durante alguns dias eu fiquei pensando em vários casais para contar uma história que fosse inspiradora, e ao mesmo tempo que nos trouxesse uma reflexão sobre o que é a vida… É óbvio que muitos e muitos casais me vieram à cabeça como exemplo, porém ao se falar na brevidade que pode ser essa vida na Terra pensei logo nesse jovem casal, que mesmo estando há tão pouco tempo juntos passaram por momentos muito difíceis… e ver alguém que amamos correndo o risco de morrer nos faz refletir sobre o que podemos fazer para sermos companheiros melhores… porque, de qualquer modo todos nós estamos sujeitos a partir a qualquer momento… Então, porque não levar o hino: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” como um lema, um mantra diário? Talvez assim, viveríamos melhor, seríamos mais pacientes, compreensivos, altruístas, empatas e os nossos relacionamentos seriam mais leves.

Conheçam um pouco sobre o casal Gi e Djoka, que a alguns meses atrás sofreram um grave acidente de trânsito. Ela ficou por muitos dias na UTI correndo o risco de vida, ele logo após ser liberado do prazo de observação precisou voltar ao hospital para uma cirurgia de emergência. Hoje eles seguem mais unidos do que antes, vendo e vivendo a vida de uma maneira totalmente diferente… e são nesses momentos que entendemos o porque dos acontecimentos… que nos deixam mais fortes e mais lúcidos.

“Meu nome é Gisele Neumeister e tenho 23 anos e sou proprietária de uma empresa de intermediações. Vendo consórcios, vendo financiamentos. Meu dia a dia é atendendo clientes externos, indo nos bancos e nas empresas que eu represento. E ajudo o meu namorado na confecção da marca que ele tem.”

“Eu sou o Jhonattan Roberto Foss, 31 anos, e tenho uma banda de pagode há 12 anos, sou vocalista e toco cavaquinho,  além de ter uma marca de roupa masculina. Nos dias de semana eu trabalho com a minha empresa de confecções, vendendo, confeccionando e entregando os pedidos. Já nos finais de semana é hora de assumir o posto de artista trabalhando com a banda Papo Sério, vamos para festas, eventos, bares e etc… e sempre que podemos fazemos tudo isso juntos.”

O começo de tudo: “Nos conhecemos a uns 8 anos atrás e nos reencontramos há mais ou menos 1 ano e meio. Ficamos amigos, saímos muito juntos solteiros com amigos em comum. Primeiro conhecemos um ao outro como amigos, e em uma festa aconteceu! Ficamos juntos uns meses e logo começamos a namorar. Já faz 1 ano e um mês que estamos namorando e morando juntos.

Nossa rotina juntos não é nada monótona, trabalhamos dia de semana juntos, nos ajudando, e final de semana que tem show sempre nos divertimos juntos. O que mais gostamos de fazer é um churrasco em casa com os amigos, fazemos isso pelo menos 3 vezes na semana, também adoramos sair pra comer a noite. E nos shows da banda aproveitamos sempre.” Conta Gisele.

O que você mais admira nele?

“O que eu mais admiro nele é o coração enorme e a pessoa do bem que ele é. Pensa muito mais nos outros do que nele mesmo. Admiro como ele entende sobre a profissão, tem um lado artístico que só quem conhece ele sabe. Admiro muito o jeito que me respeita, me cuida, que me trata. Antes de resolver qualquer coisa pede a minha opinião, se preocupa se eu vou gostar ou não de qualquer situação.”

“Dentre tantas qualidades que fizeram me apaixonar pela Gi, a sua humildade e respeito com as pessoas… A sua determinação nos seus projetos me motiva muito a ser como ela, sua honestidade e transparência em tudo que faz me ajudou muito a evoluir como pessoa. Apesar de nova ela é muito batalhadora e independente e isso fez eu me apaixonar por ela. Muito carinhosa comigo e com a minha família, e sempre ativa e participativa em todos os meus projetos me apoiando e participando pra nossa evolução.”

Sobre o acidente…

“Eu não lembro de nada do acidente, nem dos dias mais difíceis da UTI… só lembro quando já estava em um quarto de isolamento na UTI. Lembro que meus pais me contaram o que havia acontecido, e eu aceitei muito bem minha situação. Aceitei que tinha que ficar ali, sem me movimentar até fazer a última cirurgia que foi na minha vértebra. Cirurgia essa que não tive medo algum em fazer, mesmo sendo a única que faria consciente. Sei que chamava muito pelo Jhonattan e pelo meus país, porque o médico do Samu me contou quando já estava bem. Agradeci muito quando soube que todos do acidente estavam bem na medida do possível, agradeci por ter acontecido o pior comigo, e não com eles. Acredito que quem realmente sofreu não fui eu, mas sim meus pais, meu namorado, meus amigos, eu estava dormindo, não sabia o que estava acontecendo. Já eles sofreram porque sabiam o que estava acontecendo e pela incerteza da minha vida e da minha recuperação.”

“A gente nunca acha que vai acontecer com a gente, com certeza foi pior coisa que já passei na minha vida, mas vai servir de aprendizado pois nunca damos o real valor pra vida, e com tudo isso que aconteceu quero aproveitar cada minuto ao lado de quem gosto. A minha recuperação foi bem tranquila apesar de ter que fazer uma próxima cirurgia.” Conta Jhonattan.

E qual a mensagem que vocês gostariam de deixar para as pessoas?

“Quando estamos diante de uma situação dessa, onde não sabemos se vamos estar juntos ainda, é que pensamos o quanto um é importante na vida do outro. Aprendemos a valorizar a nossa vida, sentimos na pele o quanto ela é frágil.” Gisele.

“Valorize, ame, cuide da pessoa que você ama, como se fosse o último dia de sua vida. Aproveite cada minuto, respeite. Não faça nada que poderá se arrepender depois.” Jhonattan.

 

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