Marias, 10 anos de uma história de amor e dedicação!

Contar a história de uma empresa que, agora em 2020 completou 10 anos de existência, que é formada por 3 mulheres que são amigas/irmãs/primas entre si, e que ainda escolheram como nome da loja “Marias” em homenagem à Mãe de Jesus e todas as mulheres, não será tarefa fácil para mim! Mas, vou tentar buscar minha inspiração lá no fundo para poder expressar um pouco da emoção que esse trio tem pelo negócio e pela amizade entre elas.

Daniele e Sandra são irmãs, Graciele é prima das duas. Vou começar contando um pouco da vida de cada uma para lá na frente juntar o propósito desse trabalho tão lindo! As mães de Dani, Sandra e Graci são irmãs então elas sempre se criaram todas juntas, morando na mesma rua e muito perto enquanto elas eram crianças. E uma grande fatalidade uniu ainda mais essa família. O pai da Dani e da Sandra acabou falecendo em um acidente de caminhão, nessa época ele também trabalhava junto com o pai da Graci, e isso fez com que elas se tornassem ainda mais próximas.

As proprietárias: Dani, Sandra e Graci.

Porém, em um determinado momento a mãe da Dani e da Sandra, junto com o irmão Márcio resolveram ir morar em Pernambuco onde ficaram por alguns anos. Foi nessa época que a Sandra, irmã mais velha, teve uma fábrica de confecções durante 10 anos, o que deu a ela uma grande experiência nesse ramo e, que mais a frente transformaria a vida da Dani e da Graci que tinham formações diferentes de uma vida no comércio. Nesse período a Sandra construiu sua família e ficou por lá por mais tempo, enquanto a Dani, sua mãe e seu irmão voltaram para Pato Branco.

Durante essa separação pela distância, cada uma seguiu seu caminho e eu começo contando um pouco da história da Graciele (a mais falante do grupo rsrs). A Graci trabalhou durante 9 anos no Mater Dei (dos 17 até os 26 anos). “Tive uma base muito boa nessa empresa, com exemplos muito fortes de empreendedorismo da Dona Ivone Guerra. Durante esse período fiz faculdade na área da educação e cheguei a dar aula por 2 anos. Mas, desisti da vida nas salas de aulas e fui trabalhar na empresa na Patolux empresa do meu irmão, Evandro Merlo, a quem admiro pela determinação e vontade de crescer, além disso, pude aprender muito sobre como funciona a parte administrativa e financeira de uma empresa com meu cunhado, Everaldo Zanin. Tenho grande admiração pelos dois pela maneira humana que administram. Fiquei na empresa durante 8 anos e foi nessa fase que tive o meu primeiro filho, Pedro e para que eu pudesse cuidar melhor dele, conversando com o meu marido, resolvi sair da empresa.”

Equipe completa, com Thais e Daninha.

E ouvindo o restante da história a gente pode perceber como Deus vai tecendo uma teia de como as coisas tem que ser para chegar no objetivo, lá na frente… A Graci me contou que durante toda sua vida ela sempre teve espírito de comerciante, mesmo quando ela trabalhava no colégio ela sempre estava vendendo alguma coisa. “Vendia Natura, Avon, vendia lingerie, vendia roupas. Eu trazia roupas para vender até durante minhas férias com a família. Lingeries eu vendi por um bom tempo, pegava os produtos de uma fábrica de Beltrão. Então eu sempre tive um dom muito bom para vendas. Comecei a vender então peças de roupas que buscava no Norte do estado, e em dois meses pude perceber que o negócio daria muito certo.”

Sandra. Foto: Carina Pelegrini.
Graciele. Foto: Carina Pelegrini.
Daniele. Foto: Carina Pelegrini.

Foi nesse momento que o marido da Graci chegou em casa com a informação de que teria uma loja para venda bem no centro da cidade, com um preço interessante porque uma das sócias estava indo embora de Pato Branco. “Nesse meio tempo a Sandra tinha voltado a morar em Pato Branco e estava trabalhando na loja de confecções da cidade. Nós 3 vivíamos conversando e eu tive a ideia de propor a elas uma sociedade: nós três embarcarmos juntas nessa loja, porque eu não poderia entrar nessa sozinha, porque tinha meu filho e precisava de parceria realmente. Como o tempo fomos amadurecendo a ideia, marcamos uma janta e decidimos: eu e o esposo da Sandra na época trabalharíamos na loja, a Dani nos ajudaria mais a distância, pois ainda se dividia entre sua profissão de formação, a nutrição e o trabalho no Patão, a Sandra continuaria na loja que já trabalhava e nos ajudaria nos finais de semana. Mas, em menos de 1 ano todas nós já estávamos trabalhando juntas.”

O escolha do nome Marias: “Pensamos em vários nomes e de repente eu sugeri: ‘Que tal Marias? Que nome mais forte de mulher do que Maria? Todas nós somos um pouco Maria, e Maria é mãe de Deus, independente de religião Maria é mãe, e o nome reporta ao mundo feminino. O meu sócio da época criou a logo todo mundo gosto e aprovou e Maria tem nos protegido! Acredito que uma das maiores chaves do nosso sucesso é a grande afinidade que temos, nós 3! Cada uma cuida da loja com muito amor e existe um respeito muito grande com a vida pessoal de cada uma, por isso que dá tão certo. Temos funções bem definidas, respeitamos a decisão de cada uma, temos pequenas divergências normais do dia a dia mas na grande parte do tempo somos uma família unida.”

A história da família é o que faz a sociedade e amizade darem certo, a Graci admira muito a trajetória de vida das primas, que sempre foram muito batalhadoras e desde muito cedo já estavam enfrentando a vida. “É muito bom trabalhar com elas, eu gosto da sintonia, da energia, elas são pessoas corretas e de um coração gigante! Fomos criadas como irmãs então existe um respeito muito grande entre nós. Passamos o dia inteiro juntas, mas se resolvemos sair numa noite ou num final de semana, nunca misturamos os assuntos, respeitamos demais a individualidade de cada uma.”

Foto: Carina Pelegrini.
Foto: Carina Pelegrini.
Foto: Carina Pelegrini.

E a todo esse propósito do trabalho testemunhado pela Graci, faz sentido e é sentido pelas clientes, conversando com a Sandra ela me falou exatamente sobre isso: “A Marias é um lugar de amor, um lugar onde as mulheres vão para conversar, desabafar, descontrair, serem acolhidas, abraçadas, ouvidas, embelezadas e esse acolhimento foi crescendo ao longo desses 10 anos de história. A empatia e o respeito que temos uma pela outra dentro da empresa transparece para as nossas clientes que, aos poucos, vão se transformando em amigas. Nosso lema é: atender bem a todas as pessoas que chegam em nossa loja, indiferente de quem seja, e é isso que tem nos diferenciado no mercado.”

A Dani, toda emocionada e empolgada fala da sua experiência com a loja, da mudança na sua profissão de formação, e de tudo o que a convivência em família e com as clientes trouxe para sua vida. “O nome Maria é o que representa todas as mulheres, todas as mães como a Graci já falou. As Marias: mãe, mulher, menina, meiga, maravilhosa, trabalhadora e cheia de garra, que jamais desiste de uma batalha!”

“Minha irmã Sandra foi embora de Pato Branco muito cedo com 15 anos e foi morar no Nordeste onde se casou e teve dois filhos: o Leonardo e a Daniela, a “Daninha” que também trabalha na loja. Estou pedagogia e junto com seu então marido montou uma fábrica de confecções que produzia todo tipo de roupa… masculina e feminina. A fábrica existiu por 10 anos e foi de onde ela trouxe toda sua bagagem. Gerencia a fábrica e também se metia a cortar e costurar algumas peças. Em uma época de crise a fábrica fechou e então ela foi gerenciar uma rede de loja de confecções. Em uma de suas visitas para ver a família ela resolver voltar a morar aqui e então surgiu o convite da Graci.

Uma coisa é certa: nenhuma de nós tem “medo” de trabalhar! Todas nós começamos a trabalhar muito cedo. A Sandra com 12 anos já fazia unha para ajudar minha mãe em seu salão de beleza. A Graci também começou a trabalhar com 13 anos na Columbia Decorações como secretária e também ajudava na fabricação da cortinas costurando os rodízios para os trilhos. Despois trabalho nas Casas Marte, onde aprendeu o que hoje faz com maestria! Eu comecei com 13 anos trabalhando no “Cinema 1” que pertencia ao cursinho Águia – foi onde eu trabalhei com a Lu e pude dividir algumas boas histórias! Depois passei a trabalhar no Cursinho Águia como secretária e permaneci por lá até passar em Nutrição em Guarapuava.”

Foto: Carina Pelegrini.
Equipe unida e feliz! Foto: Carina Pelegrini.

“Toda a mulher tem traços de Maria!” Esse é o slogan da loja! “A loja fez 10 anos e parece que foi ontem que começou tudo isso! Evoluímos muito com esses anos de aprendizado, e o melhor são as amizades que fizemos. Nossas clientes são nossas amigas de verdade, não é apenas uma loja onde você entra, compra e vai embora, você tem que sair da loja melhor do que entrou, tem levar consigo o carinho do nosso atendimento. Tem que se sentir acolhida, sentir que a loja é sua e você também tem um pouco de Maria! Quando compramos uma roupa pensamos para que ela vai servir, quem essa roupa vai empoderar! O vestir tem isso: de você se sentir mais poderosa e feliz dentro dela!” Finaliza a Dani.

E é com todo esse sentimento puro e positivo, com toda essa empolgação das proprietárias, com toda essa garra de mulheres que não tem medo de enfrentar a vida, da vontade de fazer sempre mais e melhor que encerro essa história que tenho certeza que fará mais 10, mais 10, mais 10 anos!!! Porque o que o mundo precisa e busca pessoas que são de verdade, pessoas reais que querem trabalhar honestamente, pessoas que não colocam o lucro, a venda, o dinheiro na frente de outras coisas como o abraço e sorriso sinceros. O calor humano de olhar pra outra pessoa e ter empatia, saber quando alguém não está num dia boa e que a venda pode ficar para depois. Quando tomar uma “chima” com pessoas bacanas cura qualquer dor e desânimo. Por um mundo com mais “Marias”! Obrigada Sandra, Dani e Graci por me permitir compartilhar essa linda história!

Foto: Carina Pelegrini.

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