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Karina Amadori e a Sensibilidade para a Arte!

Conheço a Karina Amadori desde uma vida inteira, como filhas de Pato Branco e de praticamente de uma mesma geração era fácil todos nós nos conhecermos… Mesmo que não fossemos amigas próximas acredito que a admiração e respeito, mesmo que à distância, sempre foi recíproco. Ela uma capricorniana, e eu com uma lua em Capricórnio… isso faz com que eu sempre tenha uma forte conexão com pessoas desse signo… Karina sempre foi essa mulher linda por fora e que emana uma luz suave mas gigante ao mesmo tempo. Como mãe, eu percebo que ela consegue ser ao mesmo tempo aquela que cobra responsabilidades, mas também aquela que traz leveza e muito humor para a vida dos seus filhos. Como esposa, ela é aquela que acompanha o caminho do marido como sendo o seu caminho e paralelamente vai criando o seu mundo junto com as artes. Há uns dois anos tivemos um contato mais próximo quando ela e a família decidiram adotar um cachorrinho de rua e eu fiz a ponte entre a família da Karina e da protetora que estava com a filhote na época. E assim, com um amor à primeira vista entre a Mariana e a filhote, “Pipoca” virou parte da família.

Mariana e Pipoca em seu primeiro encontro.

Há algum tempo entrei em contato com a Karina para que ela pudesse fazer uma arte sacra para a minha casa nova. A imagem escolhida foi a de Nossa Senhora Aparecida, e para que Karina pudesse criar a obra eu precisava contar a minha história com essa Santa. Uma história ao mesmo tempo suave e forte na minha vida, com uma presença marcante que também traz a história dos meus pais. Karina faz a obra baseada nessa conexão com determinado Santo ou Santa e o depoimento que fiz foi muito emocionante pra mim e pra ela… E no dia da entrega da obra eu e Karina passamos quase duas horas conversando…

Naquele dia parece que o mundo exterior parou ao nosso redor, porque durante aquele tempo conversamos profundamente sobre a vida, sobre espiritualidade, sobre nossas experiências sem nenhuma interrupção, nem de celular, nem de nada… Nesse dia sentada no sofá da casa da Karina tive um “Dejavu” forte e profundo! Conheça um pouco da história de vida dessa mulher incrível. E nessa matéria vocês terão a oportunidade de ver um pouco das obras da Karina.

Emoldurada em uma beleza sem igual.

“Nasci com a energia da esperança, do recomeço, pela proximidade com o Natal e a virada do ano novo. Isso já marcou a infância e a vontade de comemorar a vida. Filha de professora e comerciante, sempre tive o exemplo e o prazer pelo trabalho e a vontade de empreender. Irmã caçula de uma dupla de irmãos que me ensinam até hoje sobre as diferenças, o estímulo à independência e a busca pela felicidade.

Sua arte passa pelo desenho abstrato. Obra que está exposta em um museu do Paraná.

Fui uma criança muito tímida, mas ao mesmo tempo tinha prazer em me expor em atividades na época de escola como teatro, show de talentos, ler todos os livros que o professor sugeria e ter os preferidos, escrever poesia e viver dentro de um mundo infinito dentro da minha imaginação.

Até o desenho realismo fotográfico.

Lembro de querer ser artista aos 10 anos de idade, vontade que ficou adormecida até pouco tempo atrás. Segui pela profissão e escolha de ser Terapeuta Ocupacional, com especialidades e formação em reabilitação neuroevolutiva e terapia da mão.

As obras Sacras

Abri um consultório próprio aos 22 anos de idade em uma cidade que não entendia o que era essa profissão e qual a sua necessidade, aos poucos consegui espaços dentro de instituições como a APAE de Pato Branco e o Hospital Policlínica Pato Branco, tenho orgulho de ter retomado o funcionamento da brinquedoteca hospitalar e ter dado início ao instituto do Hospital, além de implantar técnicas como a Shantala – massagem para bebês e a terapia com o banho de balde-ofurô dentro da UTINeonatal.

Arte com fios de seda

Obras em cerâmica…

Após alguns anos, abri uma clínica de reabilitação com equipe multiprofissional e com isso a necessidade de mostrar uma possível cidade mais acessível, implantando a primeira rua adaptada para o deficiente visual através do piso tátil. Essa rua serviu de modelo para a cidade que hoje tem essa sinalização bem implantada. Neste período já casada, tivemos uma perda significativa, na nossa primeira gravidez. Foi um momento difícil e de muitas mudanças pessoais. Este momento nos fortaleceu e nos uniu ainda mais. Um tempo depois, fomos abençoados com a chegada de dois filhos.

Nessa época o marido já atuava na vida pública e surge o convite para assumir outra função fora da cidade. Em um prazo muito curto de tempo, fizemos a mudança para Curitiba, priorizando a família.

A poesia…

Deixei a profissão com um carinho muito grande por tudo o que aprendi e pelos pacientes que enriqueceram a minha vida me ensinando sobre empatia, dor, força, superação, responsabilidade ao tocar (fisicamente e emocionalmente) o outro e amor.

Fotos para um trabalho de exposição.

Em Curitiba me permiti ficar com meus filhos e ter a oportunidade de estar com eles na primeira infância. Nesse período comecei a sentir muito forte a necessidade de resgatar o sonho de criança: o de ser artista.

Com os filhos… fazendo “arte”

Fui e continuo em busca de conhecimento na área das artes visuais, através da escultura, desenho, poesia… Dividindo minha produção em obras para museus, exposições e comercial: loja e pedidos. Sigo esse caminho com a felicidade de saber quem sou, honrando minhas origens e valorizando a vida.”

Raízes…

 

 

 

 

 

 

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